O Projeto Tembi-u foi criado por Luiz Pagano em 2015, quando ainda trabalhava na Pernod Ricard, utilizando verba da marca Absolut Vodka. A proposta tinha um objetivo claro: levar para a coquetelaria elementos que já eram amplamente utilizados na gastronomia amazônica, mas que ainda não tinham sido incorporados de forma sistemática nos bares e restaurantes dos grandes centros urbanos. A ideia consistia em instigar a mistura dos Absolut Sabores — Vanilia, Citron, Kurant, Mango e outros — com ingredientes amazônicos, criando uma fusão entre a sofisticação da mixologia internacional e a ancestralidade brasileira.
Para garantir autenticidade e profundidade cultural, Pagano contou com a curadoria dos irmãos Thiago e Felipe Castanho, chefs paraenses reconhecidos por seu trabalho de valorização da culinária amazônica. A equipe viajou até Belém, onde realizou uma imersão guiada pelos Castanho, visitando locais emblemáticos como a Ilha do Combu, famosa pelos chocolates e cupulates produzidos por Dona Nena, que se tornaram símbolos da força da produção artesanal amazônica. Essa experiência foi fundamental para selecionar frutas, ervas e especiarias que compuseram uma mesa exuberante e se tornaram a base para drinks inéditos.
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| Alan Souza, Rafael Mariachi, James Guimarães e Luiz Pagano |
Pagano teve o apoio dos bartenders e mixologistas da própria Pernod Ricard — James Guimarães, Alan Souza e Rafael Mariachi — que participaram ativamente da criação e execução dos coquetéis. Foi nesse contexto que ingredientes como o jambu, os adoçantes naturais amazônicos, as essências de cheiro, a pimenta-de-macaco e até o patchuli foram apresentados de forma sistemática aos bartenders dos grandes centros urbanos do Brasil. Hoje, esses elementos são comuns na coquetelaria nacional, mas foi o Tembi-u que os introduziu e mostrou seu potencial criativo.
A relevância do projeto foi tamanha que, durante a imersão em Belém, a equipe chegou a ser entrevistada pela Globo local, ampliando a visibilidade da iniciativa e reforçando seu caráter inovador. O Tembi-u não se limitou a ser um evento gastronômico: tornou-se um marco cultural, mostrando que a coquetelaria pode dialogar com a ancestralidade indígena e com a biodiversidade amazônica, criando uma identidade brasileira própria.
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| O Projeto Tembi-u trouxe de volta as chamadas ‘festas de exploradores’, que eram feitas pelas famílias paulistanas no final do século XVI. |
A logística para transportar os insumos do Projeto Tembi-u foi complexa e exigiu soluções criativas. Muitos ingredientes amazônicos são extremamente delicados e perdem rapidamente suas características quando retirados de sua forma natural. A castanha-do-pará, por exemplo, perde sabor e textura em poucos minutos após ser retirada do ouriço, o que obrigou a equipe a levar os frutos ainda fechados. Grande parte dos insumos foi embalada em sacos a vácuo, garantindo frescor e preservação até o momento do evento.
Entre os ingredientes levados estavam ervas e raízes de grande valor cultural e sensorial, como o jambu, famoso por provocar dormência e formigamento na boca, e sua flor, que intensifica esse efeito e se tornou muito usada em drinks. A priprioca, raiz aromática de notas terrosas e amadeiradas, foi utilizada em infusões, enquanto o cumaru, conhecido como “baunilha amazônica”, trouxe aromas que lembram baunilha, amêndoa e canela. O puxuri, com notas próximas de noz-moscada e cravo, também esteve presente, assim como ervas tradicionais como a chicória-do-Pará, a alfavaca amazônica, o mastruz, alecrim d´Angola e a catinga-de-mulata, todas com aromas intensos e perfumados.
As pimentas amazônicas deram um caráter marcante às criações. A pimenta-de-cheiro, extremamente aromática e pouco ardida, contrastava com a murupi, de picância elevada e aroma frutado. A pimenta-de-macaco trouxe um sabor resinoso e selvagem, enquanto variedades como cumari, malagueta amazônica e olho-de-peixe adicionaram diferentes níveis de ardência e complexidade.
As frutas amazônicas foram outro destaque. O cupuaçu, com sabor entre chocolate branco e frutas tropicais, e o bacuri, considerado uma das frutas mais aromáticas da região, impressionaram pela intensidade. O taperebá, ácido e refrescante, foi usado como base para coquetéis, enquanto frutas como tucumã, pupunha, buriti, murici, araçá-boi, camu-camu, jenipapo, uxi, abiu, bacaba, patauá, cubiu, biribá e piquiá trouxeram uma paleta de sabores que variava entre notas cítricas, vínicas, oleosas e cremosas.
As castanhas e sementes também tiveram papel importante. A castanha-do-pará, levada inclusive dentro de seus ouriços originais, foi acompanhada pela sapucaia e pela amêndoa de cupuaçu, usada para produzir o cupulate, além dos nibs de cacau amazônico.
Os produtos derivados da mandioca reforçaram a identidade amazônica: o tucupi amarelo, ácido e complexo, e o tucupi preto, reduzido por horas até adquirir sabor profundo semelhante ao molho de soja, foram acompanhados por farinhas tradicionais como a d’água e a de Uarini, além de goma de tapioca, beiju, crueira e maniçoba.
Para a coquetelaria, foram levados extratos e óleos aromáticos, como o de jambu, priprioca e puxuri, além de méis de abelhas nativas como uruçu e jandaíra. Licores de bacuri e cupuaçu, polpas de murici e taperebá completaram a seleção, oferecendo bases tropicais e exóticas para os drinks.
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| Thiago e Felipe castanho em reunião com a equipe do Projeto Tembiu |
Essa seleção impressionou chefs e bartenders pela intensidade aromática e pela diversidade de sabores. Ingredientes como a priprioca, o cumaru, o puxuri, o tucupi preto, a flor de jambu, o bacuri, o murici e a castanha-do-pará no ouriço se tornaram símbolos da inovação trazida pelo Tembi-u, marcando a coquetelaria brasileira com uma identidade própria e profundamente ligada à ancestralidade amazônica.
Tupinista
O movimento Tupinista, criado por Luiz Pagano, nasceu do desejo de resgatar e reinterpretar tradições ancestrais brasileiras, trazendo-as para o presente em diálogo com a arte, a gastronomia e a coquetelaria. Dentro desse espírito, o Projeto Tembi-u foi concebido como uma recriação contemporânea das antigas “festas de exploradores” realizadas em São Paulo no século XVI. Essas celebrações, feitas por famílias de portugueses e indígenas Guayanás, marcavam conquistas, nascimentos e vitórias, e eram momentos de encontro entre culturas.
Ao escolher o nome Tembi-u, Pagano buscou inspiração no guarani neológico tembi’uapokuaa, que significa “gastronomia” ou “ciência de fazer comida”. Em tupi antigo, cognatos como mbi’uapokuaba reforçam a ideia de alimento como objeto da ação humana, numa construção linguística que revela a profundidade cultural da palavra. A opção por esse termo evitou associações com o vocábulo pepyra, ligado a banquetes antropofágicos, já que o projeto tinha como foco a celebração dos sabores e da cultura, sem interpretações que pudessem ser mal compreendidas por religiosos ou pela imprensa.
O evento foi comparado à Semana de Arte Moderna de 1922, mas aplicado à coquetelaria. Assim como o movimento modernista, o Tembi-u absorveu técnicas globais e devolveu uma identidade própria, 100% brasileira. Essa dimensão antropofágica, no sentido cultural proposto por Oswald de Andrade, foi traduzida em drinks que uniam Absolut Sabores a ingredientes amazônicos, criando uma experiência única.
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| Habitantes da Vila de São Paulo de Piratininga tinham que passar pelo Pico do Jaraguá (guardiões do vale em Tupi Antigo) para chegar ao interior |
Durante a celebração, cada brinde era acompanhado pela saudação em tupi antigo: “T’ereîkokatu!”, que significa “Saúde, que te sucedam bem os acontecimentos”. Essa escolha linguística reforçou o vínculo com a ancestralidade e deu ao evento uma atmosfera ritualística, em que a língua indígena se tornava parte viva da experiência.
A festa do dia 06 de Abril de 2015
O Projeto Tembi-u teve seu ápice no dia 6 de abril de 2015, no Centro Cultural Rio Branco, em São Paulo. Mais do que uma celebração gastronômica, o evento se transformou em um espaço de reflexão e diálogo sobre identidade cultural, ancestralidade e o papel da Amazônia na construção de uma gastronomia brasileira única.
Cronograma do Evento
11h00 – Recepção
Hostes posicionam-se na porta para receber os convidados.
12h00 – Finger food
Serviço de pequenas entradas criadas pela chef Regina Pelegrini.
13h00 – Fechamento da sala
Preparação final para início oficial da programação.
13h15 – Abertura
Luiz Pagano apresenta o projeto e fala sobre os irmãos Castanho.
13h45 – Palestra dos Castanho
Thiago e Felipe Castanho compartilham suas experiências e reflexões sobre a gastronomia amazônica.
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| Forum de debates |
14h00 – Fórum
Espaço de diálogo sobre ancestralidade, identidade cultural e inovação.
15h00 – Laboratório de drinks
Bartenders experimentam ingredientes amazônicos, com apoio dos mixologistas da Pernod Ricard e dos irmãos Castanho.
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| Bartenders e mixologistas degustando centenas de ervas, frutas e especiarias da Amazônia em cabaças modernas com o logotipo da Absolut Vodka. |
16h30 – Encerramento
Brindes coletivos com a saudação em tupi antigo: “T’ereîkokatu!”.
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Durante a festa, os irmãos Thiago e Felipe Castanho conduziram uma conversa que marcou profundamente os presentes. Ambos ressaltaram que o dilema enfrentado pelos bartenders e chefs da região Sudeste — e do restante do Brasil — é semelhante ao que eles vivem na Amazônia: a dificuldade de colocar o país em um lugar de destaque no cenário internacional, mostrando ao mundo que o Brasil possui uma cultura singular, riquíssima e de origem ancestral. Thiago, em especial, tem se consolidado como uma das vozes mais relevantes da gastronomia amazônica. À frente de restaurantes como o Remanso do Bosque e o Remanso do Peixe, ele lidera pesquisas sobre ingredientes nativos e práticas sustentáveis, sendo referência para chefs de renome como Alex Atala e Ferran Adrià. Seu trabalho reforça que a floresta não é apenas um território de biodiversidade, mas também um patrimônio cultural e gastronômico que precisa ser valorizado e reconhecido globalmente.
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| Luiz Pagano em entrevista à TV Liberal, afiliada da Rede Globo em Belém, sobre o Projeto Tembiu - Casa da Dona Nena, Ilha do Combu - março de 2015 |
Ao ouvir essas colocações, Luiz Pagano compartilhou sua própria impressão da experiência amazônica. Ele descreveu que se sentiu como em uma viagem ao exterior, tamanha a novidade dos múltiplos nomes desconhecidos, dos pratos e do timing culinário tão diferente do restante do Brasil. A sensação era de estar em um país distante, como o Japão, mas dentro do próprio território brasileiro. Essa percepção reforçou a ideia de que a Amazônia é um universo cultural à parte, capaz de surpreender até mesmo os brasileiros mais familiarizados com a diversidade nacional.
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| Saudoso Mestre Derivan recebendo o carinho dos irmãos Thiago e Felipe Castanho |
Esse diálogo entre os Castanho e Pagano deu ao evento uma dimensão ainda maior. Não se tratava apenas de apresentar ingredientes amazônicos à coquetelaria, mas de reconhecer que o Brasil possui uma identidade gastronômica própria, construída a partir de sua ancestralidade indígena e de sua biodiversidade incomparável. O Tembi-u, nesse sentido, foi mais do que uma festa — foi um manifesto cultural que reafirmou o papel da Amazônia como fonte de inovação e inspiração para todo o país, e como prova viva de que a coquetelaria e a gastronomia brasileiras podem dialogar com o mundo sem perder sua essência.
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| O evento chegou a ser comparado com a semana de arte moderna de 1922 para a gastronomia e coquetelaria - T'ereîkokatu! (Saúde!, que te sucedam bem os acontecimentos – em Tupi antigo) |
Repercussões
Passados dez anos de sua realização, o Projeto Tembi-u é lembrado menos como um evento isolado e mais como um laboratório de intenções. O projeto tinha, desde a origem, um objetivo comercial claro: buscar miscibilidade entre os SKUs da linha Absolut Sabores — Vanilia, Citron, Mango, etc. — e ingredientes amazônicos, de modo a acelerar suas vendas no mercado brasileiro. Esse objetivo foi atingido.
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| Absolut Mango no projeto Tembiu |
Ao mesmo tempo, a iniciativa cumpriu um papel secundário, mas relevante: mostrou a bartenders e visitantes estrangeiros as múltiplas possibilidades sensoriais da Amazônia, apresentando o jambu, a priprioca, o cumaru, o puxuri e o tucupi preto não como curiosidades exóticas, mas como insumos aplicáveis à mixologia internacional.
O projeto não foi concebido com a intenção direta de remunerar comunidades ancestrais da Amazônia. Sua proposta era abrir possibilidades para o mundo da coquetelaria, fornecendo informação básica, técnica e cultural sobre ingredientes até então restritos ao Norte do país. Foi a partir dessa difusão que novas ideias puderam surgir — e, com elas, a geração posterior de resultados para comunidades ribeirinhas e etnias fornecedoras. O jambu, que já circulava em Belém desde os anos 1990 com a cachaça de Leodoro Porto, ganhou escala nacional nos anos seguintes, chegando a bares de São Paulo e ao carnaval de rua, movimento que o próprio setor viria a registrar como a “onda da cachaça de jambu”.
Há, ainda, uma repercussão menos visível, mas central para a trajetória de Pagano: o Tembi-u foi a primeira oportunidade pública em que ele pôde falar sobre o Cauim Tiakau Ali, no Centro Cultural Rio Branco, entre as mesas com mais de 110 elementos da floresta embalados a vácuo e os brindes em tupi antigo, foi apresentado, ainda que de forma embrionária, o desejo de construir uma plataforma voltada a etnias optantes — não mais como fornecedoras pontuais de insumos, mas como protagonistas de um modelo de negócio cultural.
Nesse sentido, o Tembi-u não se encerrou em 6 de abril de 2015. Ele funcionou como ensaio para que a ideia de que a coquetelaria brasileira pode ser, ao mesmo tempo, vitrine comercial e ferramenta de articulação territorial. Repercussões*
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| Bartenders e mixologistas tiveram a oportunidade de colocar a mão na massa e preparar drinques com mais de 110 ingredientes amazônicos. |
Passados dez anos de sua realização, o Projeto Tembi-u é lembrado menos como um evento isolado e mais como um laboratório de intenções. Criado por Luiz Pagano em 2015, ainda dentro da Pernod Ricard, o projeto tinha, desde a origem, um objetivo comercial claro: buscar miscibilidade entre os SKUs da linha Absolut Sabores — Vanilia, Citron, Kurant, Mango — e ingredientes amazônicos, de modo a acelerar suas vendas no mercado brasileiro. Esse objetivo foi atingido. Ao mesmo tempo, a iniciativa cumpriu um papel secundário, mas relevante: mostrou a bartenders e visitantes estrangeiros as múltiplas possibilidades sensoriais da Amazônia, apresentando o jambu, a priprioca, o cumaru, o puxuri e o tucupi preto não como curiosidades exóticas, mas como insumos aplicáveis à mixologia internacional.
O projeto não foi concebido com a intenção direta de remunerar comunidades ancestrais da Amazônia. Sua proposta era abrir possibilidades para o mundo da coquetelaria, fornecendo informação básica, técnica e cultural sobre ingredientes até então restritos ao Norte do país. Foi a partir dessa difusão que novas ideias puderam surgir — e, com elas, a geração posterior de resultados para comunidades ribeirinhas e etnias fornecedoras. O jambu, que já circulava em Belém desde os anos 1990 com a cachaça de Leodoro Porto, ganhou escala nacional nos anos seguintes, chegando a bares de São Paulo e ao carnaval de rua, movimento que o próprio setor viria a registrar como a “onda da cachaça de jambu”.
Há, ainda, uma repercussão menos visível, mas central para a trajetória de Pagano: o Tembi-u foi a primeira oportunidade pública em que ele pôde falar sobre o Cauim Tiakau. Ali, no Centro Cultural Rio Branco, entre as mesas com mais de 110 elementos da floresta embalados a vácuo e os brindes em tupi antigo, foi apresentado, ainda que de forma embrionária, o desejo de construir uma plataforma voltada a etnias optantes — não mais como fornecedoras pontuais de insumos, mas como protagonistas de um modelo de negócio cultural.
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| O amigo sempre presente e entusiasta dos projetos, Rodman Paixão (Hilton), experimentando iguarias amazônicas em pequenos potes indígenas de Icoaraci. |
Nesse sentido, o Tembi-u não se encerrou em 6 de abril de 2015. Ele funcionou como ensaio para o que viria depois no Instituto Cultural Santos Dumont e no CAUIM: a ideia de que a coquetelaria brasileira pode ser, ao mesmo tempo, vitrine comercial e ferramenta de articulação territorial. As ressalvas que hoje se fazem — sobre apropriação, sobre remuneração, sobre o risco da folclorização — encontram no próprio projeto sua resposta mais honesta: ele nunca se apresentou como solução social acabada, mas como abertura de repertório. E foi desse repertório que nasceram, nos anos seguintes, as conversas mais consistentes sobre cadeia de valor, autoria indígena e sustentabilidade na Amazônia. E foi desse repertório que nasceram, nos anos seguintes, as conversas mais consistentes sobre cadeia de valor, autoria indígena e sustentabilidade na Amazônia.









































